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ensino

Gamificação na sala de aula: para além do Kahoot!

Comparativo de aplicativos pagos e gratuitos para atividades lúdicas em sala de aula.

Testei recentemente o aplicativo CrowdParty, que pretende ser uma alternativa de gamificação ao Kahoot!, um verdadeiro gigante da edtech. A proposta do CrowdParty é ajudar a quebrar o gelo entre participantes de encontros virtuais e presenciais, por meio de jogos eletrônicos que convidam a socializar (no mundo do trabalho) e a aprender (no ambiente acadêmico).

Essas características definem o mercado das ferramentas de interação com o público. Isso pressupõe que você já tenha uma apresentação em andamento, pois as ferramentas como o CrowdParty são apenas um acessório à comunicação. É muito importante destacar essa característica, pois dela decorre que o usuário remoto vai precisar de duas telas ou mesmo dois dispositivos para interagir, um para acompanhar a reunião e outro para jogar propriamente.

Os jogos clássicos desse tipo de ferramenta são a trívia e as charadas. Mas o CrowdParty já tem algumas variações desses jogos, cujo conteúdo pode ser customizado. Na verdade, apesar de contar com algumas configurações avançadas, a plataforma ainda está em estágio inicial de desenvolvimento, não contando com algumas ferramentas básicas, a exemplo de tradução da interface. Por isso qualquer comparação direta com o Kahoot! seria injusta.

Em termos de preço, o CrowdParty é gratuito até 10 jogadores, o que é compatível com demais planos gratuitos do mercado. Os planos para 50 jogadores começam em USD 20/mês, o que considero um valor alto:

Preços do CrowdParty

O CrowdParty não é a única alternativa ao Kahoot!, existindo no mercado vários aplicativos que pretendem explorar oportunidades deixadas pelo líder do segmento. O AhaSlides, por exemplo, tem um plano gratuito com diversos tipos de questões, além de oferecer uma ferramenta de slides com foco nos professores. Se preço é competitivo, custando USD 5/mês para até 50 jogadores.

Se você precisa de uma solução gratuita para até 25 pessoas, o Poll Everywhere parece ser a única opção. Trata-se de uma opção com visual mais sóbrio do que as demais. Já o GimKit, apesar de ser uma empresa pequena, tem foco em plano corporativos para escolas, iniciando em USD 1.000/ano/escola. Ainda dentro do mercado educacional, com a diferença de se orientar mais à atividade de aplicação de provas e ser mais sóbrio, existe o ClassMaker.

Há também o Quizizz, que talvez seja o concorrente mais direto do Kahoot!, tendo em vista sua enorme biblioteca de modelos. Apesar desse grande acervo, os tipos de questões disponíveis são limitados. Seu preço é de USD 19/mês para o plano de 100 jogadores. O Slido, por seu turno, é uma opção focada no mercado corporativo, muito mais do que no educacional. Tem a grande vantagem de um plano gratuito com até 100 jogadores, mas limitados a três enquetes:

Em conclusão, existem diversas alternativas quando o assunto é engajar seu público presencial ou virtualmente. Algumas são soluções mais corporativas e outras mais educacionais, embora geralmente os aplicativos atendam a ambos.

Se você busca um plano gratuito, a escolha vai depender do tamanho do seu público. Embora tenha limitações, o Slido é o único que permite até 100 participantes. Na sequência, o Poll Everywhere também é o único a permitir 25 participantes no plano gratuito. Os demais aplicativos oferecem planos gratuitos apenas para pequenos grupos, o que para mim seria insuficiente.

Razões para usar o XMind nos seus mapas mentais

Antes de convencer você a usar o XMind, é preciso que esteja convencido a usar uma ferramenta de mapas mentais. Mas o que é um mapa mental?

Trata-se de uma representação visual das suas ideias, geralmente estruturada em formato de árvore.

Se você tem necessidade de apoio visual para aprender e memorizar ou se precisa apresentar qualquer conteúdo visualmente para outras pessoas, mapas mentais são para você. Caso prefira listas ou cards para estudar e tomar notas, talvez seja mais produtivo adotar outra abordagem. Um mapa mental tradicional se parece mais ou menos com isso:

Sou adepto dos mapas mentais, pois acho que realmente funcionam. Ao longo de todos os anos que utilizei mapas mentais para lecionar ou para apresentar conceitos a clientes, quase sempre deu certo. Quantos às poucas vezes em que os mapas mentais não funcionaram, imagino que tenha sido a ferramenta errada para o público. Se o público é formado de pessoas muito focadas na oralidade, evito apresentações visuais e com transições animadas.

Hoje, no entanto, isso é a exceção. A maioria das pessoas aceita e se sente atendida por explicações acompanhadas de diagramas. De outro lado, apenas o diagrama sem nenhuma explicação certamente não funcionará. Essa é uma das razões pelas quais mapas mentais só funcionam bem quanto feitos por você. Ocorre o mesmo problema se você tentar ler as anotações de outra pessoa, pois mapas mentais não deixam de ser notas dispostas espacialmente.

Embora seja possível desenhar um mapa mental com papel e caneta, os aplicativos facilitaram esse processo enormemente. Isso se deve a que não é preciso saber desenhar, bastando que você indique se o próximo passo é um filhote (usando o tab para isso) ou um irmão (usando o enter para isso) do último item editado. É possível também usar o mouse para fazer isso, mas com o teclado é muito mais prático.

O Bigglerplate é um site que mantém uma lista dos aplicativos de mapa mental mais utilizados e ele aponta do XMind como uma das soluções mais populares. Você pode comparar todas as alternativas por lá, mas aqui vou dar minhas razões pelas quais o XMind é uma solução muito competitiva:

  • Seu trial não expira. A única diferença para a versão paga são algumas funcionalidades que talvez você não precise, por exemplo, exportar em alta definição e converter o mapa mental em apresentação.
  • A versão para desktop funciona bem no Windows ou no Mac. Então você não precisa estar online para elaborar seus mapas mentais.
  • Mesmo dentro da mesma estrutura conceitual de árvore, existem diversas formas de exibição do conteúdo. Essa é uma funcionalidade única do XMind e a razão pela qual não consigo usar nenhum outro aplicativo concorrente.
Print da representação das estruturas do XMind
  • Se as estruturas são o diferencial do XMind, é também importante que ele tenha todas as ferramentas básicas da concorrência: links, conjuntos, chaves, notas, etiquetas e balões. Isso existe (ou precisa existir) em todo bom aplicativo de mapa mental.
Print das funcionalidades do XMind
  • O XMind tem atualizações anuais e vem evoluindo sempre. No entanto, a última edição trouxe novidades que não me interessam tanto: uma visualização nova e novas formas de apresentação.
Por todos esses motivos, o XMind é um aplicativo insubstituível para mim.

Caso você não confirme minha opinião, existem diversas opções recomendadas pelo Biggerplate: MindMeister (ênfase na colaboração online, mas somente três mapas gratuitos);  MindNote (muito bonito, mas somente para Mac); e, por fim, MindManager ou MindGenius (opções corporativas com foco em gestão de projeto ao preço de mais USD 160 ao ano).

Além desses, existem: Miro (boa ferramenta de whiteboard que também tem mapas mentais, mas limitada a três boards editáveis); Coggle (muito bonito e talvez o melhor para compartilhar, desde que os mapas mentais sejam públicos); e Scapple (espécie de whiteboard voltada a usuários do Scrivener).

Dessa comparação, fica claro que existem aplicativos de mapa mental que desejam entrar no mercado de gestão de projetos. Geralmente eles são muito caros e não me interessam. Existem também aplicativos para edição de diagramas que, ocasionalmente, servem para editar mapa mental. Eu prefiro o contrário: um aplicativo de mapa mental que, ocasionalmente, sirva para elaborar um diagrama.

Além disso, existem aplicativos web com foco na colaboração, o que não é meu interesse. O que busco é uma forma simples de organizar minhas ideias antes de compartilhar o que penso. Se a sua necessidade é parecida com a minha, o XMind pode ser a melhor opção. Mas a lista de todas as alternativas é muito longa e qualquer omissão aqui não significa que o aplicativo seja ruim.

Na verdade, a lista completa seria praticamente inesgotável, especialmente se considerarmos que hoje os aplicativos de mapa mental passaram a concorrer no segmento de produtividade e colaboração em tempo real.

Espero que essas linhas gerais ajudem você a posicionar os aplicativos que resolver testar e suas alternativas mais próximas, pois realmente a busca pode ser tornar longa e confusa. Basta ver a infinidade de posts na internet que pretendem listar todos os programas disponíveis, sem muito colaborar para a sua decisão.

Boa escolha!

Razões para usar o XMind nos seus mapas mentais

Antes de convencer você a usar o XMind, é preciso que esteja convencido a usar uma ferramenta de mapas mentais. Mas o que é um mapa mental?

Trata-se de uma representação visual das suas ideias, geralmente estruturada em formato de árvore.

Se você tem necessidade de apoio visual para aprender e memorizar ou se precisa apresentar qualquer conteúdo visualmente para outras pessoas, mapas mentais são para você. Caso prefira listas ou cards para estudar e tomar notas, talvez seja mais produtivo adotar outra abordagem. Um mapa mental tradicional se parece mais ou menos com isso:

Sou adepto dos mapas mentais, pois acho que realmente funcionam. Ao longo de todos os anos que utilizei mapas mentais para lecionar ou para apresentar conceitos a clientes, quase sempre deu certo. Quantos às poucas vezes em que os mapas mentais não funcionaram, imagino que tenha sido a ferramenta errada para o público. Se o público é formado de pessoas muito focadas na oralidade, evito apresentações visuais e com transições animadas.

Hoje, no entanto, isso é a exceção. A maioria das pessoas aceita e se sente atendida por explicações acompanhadas de diagramas. De outro lado, apenas o diagrama sem nenhuma explicação certamente não funcionará. Essa é uma das razões pelas quais mapas mentais só funcionam bem quanto feitos por você. Ocorre o mesmo problema se você tentar ler as anotações de outra pessoa, pois mapas mentais não deixam de ser notas dispostas espacialmente.

Embora seja possível desenhar um mapa mental com papel e caneta, os aplicativos facilitaram esse processo enormemente. Isso se deve a que não é preciso saber desenhar, bastando que você indique se o próximo passo é um filhote (usando o tab para isso) ou um irmão (usando o enter para isso) do último item editado. É possível também usar o mouse para fazer isso, mas com o teclado é muito mais prático.

O Bigglerplate é um site que mantém uma lista dos aplicativos de mapa mental mais utilizados e ele aponta do XMind como uma das soluções mais populares. Você pode comparar todas as alternativas por lá, mas aqui vou dar minhas razões pelas quais o XMind é uma solução muito competitiva:

  • Seu trial não expira. A única diferença para a versão paga são algumas funcionalidades que talvez você não precise, por exemplo, exportar em alta definição e converter o mapa mental em apresentação.
  • A versão para desktop funciona bem no Windows ou no Mac. Então você não precisa estar online para elaborar seus mapas mentais.
  • Mesmo dentro da mesma estrutura conceitual de árvore, existem diversas formas de exibição do conteúdo. Essa é uma funcionalidade única do XMind e a razão pela qual não consigo usar nenhum outro aplicativo concorrente.
Print da representação das estruturas do XMind
  • Se as estruturas são o diferencial do XMind, é também importante que ele tenha todas as ferramentas básicas da concorrência: links, conjuntos, chaves, notas, etiquetas e balões. Isso existe (ou precisa existir) em todo bom aplicativo de mapa mental.
Print das funcionalidades do XMind
  • O XMind tem atualizações anuais e vem evoluindo sempre. No entanto, a última edição trouxe novidades que não me interessam tanto: uma visualização nova e novas formas de apresentação.
Por todos esses motivos, o XMind é um aplicativo insubstituível para mim.

Caso você não confirme minha opinião, existem diversas opções recomendadas pelo Biggerplate: MindMeister (ênfase na colaboração online, mas somente três mapas gratuitos);  MindNote (muito bonito, mas somente para Mac); e, por fim, MindManager ou MindGenius (opções corporativas com foco em gestão de projeto ao preço de mais USD 160 ao ano).

Além desses, existem: Miro (boa ferramenta de whiteboard que também tem mapas mentais, mas limitada a três boards editáveis); Coggle (muito bonito e talvez o melhor para compartilhar, desde que os mapas mentais sejam públicos); e Scapple (espécie de whiteboard voltada a usuários do Scrivener).

Dessa comparação, fica claro que existem aplicativos de mapa mental que desejam entrar no mercado de gestão de projetos. Geralmente eles são muito caros e não me interessam. Existem também aplicativos para edição de diagramas que, ocasionalmente, servem para editar mapa mental. Eu prefiro o contrário: um aplicativo de mapa mental que, ocasionalmente, sirva para elaborar um diagrama.

Além disso, existem aplicativos web com foco na colaboração, o que não é meu interesse. O que busco é uma forma simples de organizar minhas ideias antes de compartilhar o que penso. Se a sua necessidade é parecida com a minha, o XMind pode ser a melhor opção. Mas a lista de todas as alternativas é muito longa e qualquer omissão aqui não significa que o aplicativo seja ruim.

Na verdade, a lista completa seria praticamente inesgotável, especialmente se considerarmos que hoje os aplicativos de mapa mental passaram a concorrer no segmento de produtividade e colaboração em tempo real.

Espero que essas linhas gerais ajudem você a posicionar os aplicativos que resolver testar e suas alternativas mais próximas, pois realmente a busca pode ser tornar longa e confusa. Basta ver a infinidade de posts na internet que pretendem listar todos os programas disponíveis, sem muito colaborar para a sua decisão.

Boa escolha!

Em busca de um quadro de avisos para o blog

Comparativo entre os principais aplicativos de gestão de comunidade e de chat voltados ao merado corporativo. A missão é evitar o Whatsapp a qualquer custo.

Para aprimorar a comunicação com meus estudantes, sempre busquei uma ferramenta simples. A principal meta era evitar o onipresente Whatsapp, pois entendo importante separar a comunicação pessoal da profissional. Por incrível que pareça, atualmente essa pode ser considerada uma meta ambiciosa.

Além disso, buscava uma forma de comunicação ao estilo de fórum aberto, não de contato particular com cada um dos estudantes. O que pretendia, com isso, era ter um quadro de avisos bastante simples, de modo que pudesse registrar onde parei e qual seria a programação da próxima aula.

Ou seja, eu queria criar um diário de classe digital.

Também queria que fosse possível o acesso ao público, pois sei que a necessidade de autenticação para leitura termina sendo uma enorme barreira. Como eu já tinha um blog, buscava uma comunicação mais ágil do que uma postagem normal, mais na linha de um chat. Por fim, queria que fosse uma solução gratuita.

Minha opção terminou sendo o Gitter, que é uma plataforma de gestão de comunidades bastante simples. Embora o Gitter não defina seu público como de programadores, está bastante claro que se trata de gestão de comunidades para esses profissionais. Seja como for, nada impede que tiremos vantagem das maravilhosas ferramentas que os programadores criam para si.

Aplicativos do Gitter

Para ter uma ideia da importância dessa plataforma, o Gitter foi comprado pelo GitLab em 2017, quando já tinha mais de 800 mil usuários. Desde então, é um projeto open source e sem qualquer limitação de uso. Isso se deve a que o Gitter deixou de ser uma empresa com propósito comercial e passou a ser o braço da GitLab voltado ao desenvolvimento de comunidades que fortaleçam sua posição no mercado (de gestão de repositórios para desenvolvedores).

Mas isso não é tão relevante para nós, a não ser pelo fato de que tudo leva a crer que o Gitter é mesmo uma opção sólida e que não será descontinuada. Por falar em opções, algumas soluções são dignas de menção, nem  que seja apenas para esclarecer como se distinguem do Gitter.

Entre as alternativas está o Slack, uma empresa gigantesca, com atividade diária de mais de 12 milhões de usuários. Não se trata, portanto, de uma opção de nicho, e sim de uma alternativa à comunicação para o mundo do trabalho como um todo. Além disso, sua missão é a comunicação interna entre equipes, e não a gestão de comunidades.

Esse campo de soluções genéricas para o mundo do trabalho parece estar bastante congestionado, com múltiplas - e ótimas - opções, o que seria um bom assunto para outro post. Aqui estou me restringindo a comparar soluções para o meu problema concreto, que é a gestão das minhas comunidades. Ou seja, a gestão das minhas salas de aula.

Embora tenha tido sucesso relativo na comunicação com os estudantes via Slack e, mais recentemente, via Discord, terminei decidindo construir um fórum mais leve e aberto, o qual pudesse ser apresentado dentro da página de cada curso que leciono. Fiquei feliz com o resultado e espero que funcione melhor que minhas tentativas anteriores, pois terminei me dando conta que não estava usando as melhores ferramentas para a missão.

A cereja do bolo é que, justamente por se tratar de uma comunidade do mundo da tecnologia, o desenvolvimento do Gitter é muito ágil e voltado a integrações de diversas formas. No caso, optei por usar uma integração chamada Sidecar, que permite a exibição do Gitter diretamente no blog. O resultado é o seguinte:

Printscreen do meu blog

Nunca mais Whatsapp, nunca mais Páginas no Facebook. 😅

Na verdade, sei que essas soluções continuarão a existir e que muitos estudantes se informarão, em segunda mão, por posts propagados naquelas comunidades. O importante para mim é que poderei manter uma comunicação organizada e acessível, o que estava tendo dificuldade de realizar por meio de ferramentas mais complexas.


Como manter a comunidade informada sobre suas atividades
Comparativo de ferramentas para changelog e opções mais sofisticadas para manter seus usuários informados (e felizes).
Atualização da minha busca por um quadro de avisos